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Panorama do Comércio Internacional de Serviços

  • Na publicação deste ano, a Secretaria de Comércio e Serviços, com o apoio do Banco Central do Brasil, conseguiu apurar pela primeira vez o comércio exterior de serviços brasileiro por porte de empresa.
  • Por meio deste levantamento foi possível identificar que a maioria das empresas que participam do comércio exterior de serviços são microempresas e empresas de pequeno porte (MPEs).
  • Também foi possível apurar que as MPEs brasileiras são superavitárias no comércio internacional de serviços, a despeito do histórico déficit das transações de serviços do Balanço de Pagamentos.
  • Em 2009, as MPEs representaram 77,7% de um total de 30.499 empresas exportadoras de serviços. Também foram responsáveis por 11,4% das receitas da Conta de Serviços do Balanço de Pagamentos.
  • As pessoas jurídicas importadoras representaram um total de 21.874, das quais 56,1% são referentes a MPEs.
  • Naquele ano, o número de pessoas físicas exportadoras de serviços foi de 64.240 e o de importadoras 16.017.
  • De 2008 para 2009, as exportações brasileiras de serviços tiveram uma redução de 8,8%. Este decréscimo foi menos acentuado que o mundial, de 12,9%. Em anos anteriores as exportações brasileiras de serviços vinham crescendo a taxas significativamente superiores às exportações mundiais de serviços, como evidenciam os números a seguir (taxas referentes ao mundo entre parênteses): em 2005, 27,8% (11,8%); em 2006, 20,9% (13,2%); em 2007, 25,9% (19,3%); e em 2008, 27,4% (11,3%).
  • Em 2009, a redução das importações foi de apenas 0,7% em relação ao ano anterior. Enquanto as importações mundiais diminuíram em 11,9%.
  • Uma vez que o ritmo de crescimento das importações de serviços tem sido significativamente maior que o de exportações, o Brasil vem acumulando, em números absolutos, crescentes déficits na Conta de Serviços: de US$ 7,6 bilhões em 2005 para US$ 17,8 bilhões em 2009.
  • Relativamente a 2008, em 2009 as exportações de serviços tiveram uma redução menor que as exportações de bens: -8,8% ante -22,7%. Comportamento semelhante também foi observado nas importações de serviços que desaceleraram em ritmo inferior às importações de bens:         - 0,7% ante -26,3%.  
  • De 2005 a 2009, ocorreu no Brasil significativo aumento na participação das exportações totais de serviços relativamente ao total de exportação de bens: 12,6% em 2005 e 14,7% em 2009. 
  • As exportações e importações brasileiras de serviços estão concentradas em dois estados: São Paulo, com 52,1% das exportações e 42,8% das importações, e Rio de Janeiro, com 30,6% e 39,0%, respectivamente.
  • As exportações brasileiras de serviços são fortemente direcionadas para os EUA, que importam 45,0%. Os outros 55,0% estão pulverizados entre diversos importadores, dos quais os mais significativos são países da União Européia (26,8%).  
  • No que se refere à importação de serviços a concentração é um pouco menor, ainda que bastante elevada: os EUA correspondem a 34,9%, a União Européia a 43,0% e os demais a 22,1%.  
  • Os três principais setores brasileiros exportadores de serviços por setor de atividade (CNAE) são: a) comércio por atacado, exceto veículos automotivos (12,8%); b) serviços financeiros auxiliares (7,2%) e c) fabricação de produtos alimentícios (5,6%).
  • Os três principais setores brasileiros importadores de serviços por setor de atividade (CNAE) são: a) fabricação de coque e derivados do petróleo (23,5%); b) transporte aéreo (6,4%) e c) comércio por atacado, exceto veículos automotivos (6,3%).

Panorama 2010

 

Introdução e Notas Explicativas