As quatro macrometas estabelecidas na Política de Desenvolvimento Produtivo envolvem os governos Federal, Estadual e Municipal e a iniciativa privada, de maneira integrada e compartilhada. Para que sejam atingidas, necessitam de instrumentos e programas que serão alocados em três níveis da Política: sistêmico, estruturante e estratégico.
A operacionalização desses três níveis agrupa quatro categorias de instrumentos: (i) incentivos, (ii) poder de compra do estado, (iii) regulação e (iv) apoio técnico. Esses instrumentos terão o suporte dos financiamentos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 210,4 bilhões para indústria e serviços,
entre 2008 e 2010, e do Programa de Apoio à Capacitação Tecnológica da Indústria
(PACTI), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da ordem de R$ 41,2 bilhões
para Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) entre 2007 e 2010, além de outras
medidas fiscais-tributárias do Ministério da Fazenda.
Ações sistêmicas – Impactam todo o sistema produtivo nas áreas de infra-estrutura,
ciência e tecnologia, e capacitação. Por não estarem diretamente relacionadas a setores e complexos específicos, possuem características transversais e complementam as ações que ampliam investimentos, estimulam a inovação, fortalecem a segurança jurídica e atraem investidores.
As ações sistêmicas se estruturam em dois eixos: (i) integração com programas em curso, como Programa de Aceleração do Crescimento (PAC/Casa Civil), Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE/MEC), Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Promimp/MME), Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQP/Promimp), Educação para Nova Indústria (CNI), Mais Saúde (MS) e PACTI (MCT); e (ii) novas iniciativas tais como desoneração tributária do investimento, ampliação dos recursos e redução do custo do financiamento ao investimento fixo, ampliação dos recursos para inovação, aprimoramento do ambiente jurídico e da legislação do comércio internacional.
Programas estruturantes – Definem as cadeias produtivas a serem contempladas pela Política de Desenvolvimento Produtivo e formulam os objetivos de cada uma delas. Os programas são orientados pelos seguintes objetivos estratégicos:
. Liderança mundial – Manter ou posicionar sistema produtivo ou empresa brasileira entre os cinco maiores players mundiais;
. Conquista de mercados – Manter ou posicionar o sistema produtivo brasileiro entre os cinco maiores exportadores mundiais;
. Focalização – Construir competitividade em áreas estratégicas;
. Diferenciação – Posicionar a marca brasileira entre as cinco principais marcas se seus respectivos mercados;
. Ampliação do acesso – Ampliar o acesso da população a serviços básicos para qualidade de vida.
Os programas estruturantes se dividem em três eixos, que levam em conta a diversidade da estrutura produtiva nacional:
. Programas Mobilizadores em Áreas Estratégicas: Visam superar os desafios científico-tecnológicos para inovação, com compartilhamento de metas entre a iniciativa privada, os institutos tecnológicos e a comunidade científica. Contemplam as seguintes áreas: Indústrias da Saúde e da Defesa, Energia Nuclear, Tecnologias de Informação e Comunicação, Nanotecnologia e Biotecnologia.
. Programas para Consolidar e Expandir a liderança: Abrangem setores e empresas que possuem capacidade competitiva e projeção internacional, reforçando a competitividade do País por meio da consolidação e da ampliação de novos investimentos, com ênfase na inovação e na internacionalização dessas empresas. Contempla os seguintes complexos: Aeronáutico; Petróleo, Gás natural e petroquímico; Bioetanol; Mineração; Siderurgia; Celulose; e Carnes.
. Programas para fortalecer a Competitividade: São focados em sistemas, cadeias e complexos produtivos que geram efeitos de encadeamento sobre o conjunto da estrutura industrial com potencial exportador. Embora afetados por importações, esses complexos possuem potencial competitivo. Os programas contemplam os setores: Complexo Automotivo; Bens de Capital; Indústria Naval e Cabotagem; Têxtil e Confecções; Couro, Calçados e Artefatos; Madeira e Móveis; Agroindústrias; Construção Civil; Complexo Serviço; Higiene, Perfumaria e Cosméticos; e Plásticos.
Destaques estratégicos – São temas de política pública escolhidos deliberadamente em razão da sua importância para o desenvolvimento produtivo do País no longo prazo, tendo como desafio aumentar a participação de setores e produtos com maior conteúdo tecnológico na pauta exportadora. Os destaques estratégicos abrangem os seguintes temas:
. Promoção das exportações: Os objetivos são aumentar o número de empresas exportadoras, diversificar a pauta exportadora e os países de destino das exportações;
. Micro e Pequenas Empresas (MPEs): Os objetivos são promover a sustentabilidade das empresas de micro e pequeno portes, ampliar a participação das MPEs na geração de emprego, renda e produtos inovadores, e promover atividades coletivas;
. Regionalização: Os objetivos são aproveitar capacidades e potencialidades regionais e promover atividades produtivas de projetos industriais e de infraestrutura e em áreas marginalizadas;
. Integração produtiva da América Latina e Caribe, com foco inicial no Mercosul: Os objetivos são ampliar a integração produtiva intra-regional, a participação de produtos de maior valor agregado no comércio regional e articular estruturas produtivas da região para aproveitamento de oportunidades econômicas regionais/globais;
. Integração com a África: O objetivo é aprofundar as relações econômicas entre o Brasil e a África, buscando maior equilíbrio e incremento da balança comercial ativa de micro e pequenas empresas;
. Produção sustentável: Os objetivos são aumentar a participação do setor privado nos projetos de redução certificada de emissões do MDL no Protocolo de Quioto e promover melhoria contínua do desempenho energético e ambiental.
MDIC realiza Fórum de Competitividade da Biotecnologia em Minas Gerais
Durante as atividades da Feira Nacional de Tecnologia, os grupos do Fórum debaterão ações do setor
Miguel Jorge participa de fórum sobre a cadeia produtiva do milho
Ministro participou de fórum, no Rio Grande do Sul, que discutiu agregação de valor à cadeia e destacou potenciais do setor no mercado interno e externo
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