13/05/2008 00:00:00
13/05/2008 15:45:34
PROGRAMAS ESTRUTURANTES DEFINEM METAS PARA 24 SETORES PRODUTIVOS
Os Programas Estruturantes – um dos níveis da Política de Desenvolvimento Produtivo – estão divididos em três eixos: os Programas Mobilizadores em Áreas Estratégicas; os Programaspara Consolidar e Expandir a Liderança; e os Programas para Fortalecer a Competitividade. Cada um dos eixos abriga setores e complexos produtivos específicos, para os quais estão definidas metas, objetivos, estratégias, instrumentos, medidas e gestores responsáveis. No total, são 24 setores contemplados pelos programas estruturantes.
Programas Mobilizadores em Áreas Estratégicas: Visam superar os desafios científico-tecnológicos para inovação, com compartilhamento de metas entre a iniciativa privada, os institutos tecnológicos e a comunidade científica. Contemplam os seguintes setores:
Complexo Industrial da Saúde
Metas: Reduzir o déficit comercial do Complexo Industrial Saúde para US$ 4,4 bilhões até 2013; desenvolver tecnologia para produção local de 20 produtos estratégicos para o SUS até 2013.
Situação atual: A cadeia produtiva da saúde representa entre 7% e 8% do PIB, mobilizando recursos da ordem de R$ 160 bilhões. Depende muito de importações nos produtos de maior densidade de conhecimento e tecnologia. Seu déficit comercial é elevado: US$ 5,5 bilhões em 2007.
Gestão: Ministério da Saúde
Complexo Industrial da Energia Nuclear
Metas: Ampliar a capacidade de produção de urânio; implementar a primeira etapa da Unidade de Enriquecimento de Urânio; concluir a planta-piloto 2 de produção de UF6 (conversão); criar a Empresa Brasileira de Radiofármacos (EBR) até 2008.
Situação atual: Depende do fornecimento externo de urânio enriquecido. O setor tem perspectiva de construção de novas centrais nucleares para geração de energia elétrica. Há ainda um aumento da demanda por produtos e serviços realizados com tecnologia nuclear.
Gestão: Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT)
Tecnologias de Informação e Comunicação
Envolve cinco subsetores: Software e serviços TI, Microeletrônica, Mostradores de informação (displays), infra-estrutura para inclusão digital e adensamento da cadeia produtiva. Cada subsetor tem as seguintes metas já definidas na Política:
Software e Serviços de TI: exportar R$ 3,5 bilhões em 2010; criar 100 mil novos empregos até 2010; e consolidar dois grupos ou empresas de tecnologia nacional (serviços de TI) com faturamento superior a R$ 1 bilhão. Os gestores são MCT e MDIC.
Microeletrônica: implantar duas empresas de fabricação de Circuitos Integrados (ou MEMS), envolvendo a etapa de front-end; elevar o número de Design Houses do programa CI Brasil de sete para 14 e fortalecer a sua atuação. Os gestores são MCT e MDIC.
Mostradores de informação (displays): instalar uma empresa de manufatura de painéis delgados com tecnologia emergente; e instalar uma empresa fornecedora global de insumos para displays. Os gestores são MCT e MDIC.
Infra-estrutura para a inclusão digital: ampliar o acesso à Internet para 25% dos domicílios brasileiros; garantir o acesso à banda larga a 100% das escolas públicas urbanas em 2010; dobrar a base instalada de computadores nos domicílios brasileiros; e oferecer serviços de interatividade na TV Digital terrestre para área de cobertura de 30 milhões de domicílios. Os gestores são Casa Civil, Ministério das Comunicações, MCT, MDIC e MPOG.
Adensamento da cadeia produtiva de TICs: reduzir para 30% a penetração de importações de TICs do complexo eletrônico; e interromper a trajetória ascendente do déficit comercial do complexo eletrônico. Os gestores são MCT e MDIC.
Nanotecnologia
Metas: Investir R$ 70 milhões em P,D&I; e alcançar 100% dos investimentos privados previstos no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Situação atual: Mercado mundial está em expansão. No Brasil, poucas empresas desenvolvem, difundem e utilizam nanotecnologias. Há uma infraestrutura científica básica e um Programa Nacional de Nanotecnologia no País.
Gestão: MCT
Biotecnologia
Metas: Desenvolver 20 produtos priorizados nas quatro áreas setoriais da Política de Desenvolvimento da Biotecnologia até 2010; induzir até 20 projetos cooperativos (ICTs – empresas) até 2010; financiar cinco centros de desenvolvimento em biotecnologia avançada para incorporação da biotecnologia em processos industriais; e ampliar produção nacional de biofármacos e imunobiológicos para 10% do valor das vendas da indústria farmacêutica nacional em 10 anos.
Situação atual: A maioria das empresas é de fundação recente. Incubadoras são responsáveis por um crescente número de empresas de biotecnologia, com 35,2% do total de empresas; e a base científica é relevante, com mais de 1.700 grupos de pesquisa. Há a necessidade de um ambiente regulatório favorável.
Gestão: MDIC e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)
Complexo Industrial de Defesa
Metas: Investir R$ 1,4 bilhão em modernização e Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I); em 2010, elevar para 50% o fornecimento nacional nas 4 compras de defesa; em 2020, elevar para 80% o fornecimento nacional nas compras de defesa.
Situação atual: O decreto 5.484/2005 estabelece a Política Nacional de Defesa. Há necessidade de modernização produtiva e organizacional, capacitação tecnológica e recursos humanos especializados. Os investimentos e compras governamentais para as Forças Armadas são baixos. O mercado das empresas brasileiras remanescentes é principalmente o externo.
Gestão: Ministério da Defesa
Programas para Consolidar e Expandir a Liderança: Abrangem setores e empresas que possuem capacidade competitiva e projeção internacional, reforçando a competitividade do País por meio da consolidação e da ampliação de novos investimentos, com ênfase na inovação e na internacionalização dessas empresas. Contemplam os seguintes setores:
Bioetanol
Metas: Produção de 23,3 bilhões de litros, exportação de 5 bilhões de litros e geração de 2.700 MW médios adicionais em 2010.
Situação atual: Ampliação do mercado interno e volatilidade dos preços para o consumidor. O mercado internacional está em formação, com perspectiva de expansão. Há crescentes exigências ambientais. Investimentos no exterior em novas rotas tecnológicas.
Gestor: Casa Civil
Petróleo, Gás Natural e Petroquímica
Metas: Aumentar produção de óleo e GLN para 2,4 milhões barris/dia em 2012 (1,8 milhões barris/dia em 2007); aumentar a produção de gás natural para 637 mil barris/dia em 2012 (273 mil barris/dia em 2007); e manter o conteúdo local nos projetos em 75% em 2010 (75% em 2007).
Situação atual: A participação do conteúdo nacional no setor de petróleo e gás natural foi ampliada de 57% para 75% desde 2003. Há limitada capacitação tecnológica da indústria fornecedora de equipamentos.
Gestor: Petrobras
Indústria Aeronáutica
Metas: Sustentar a 3ª posição em aeronaves comerciais; dobrar a participação mundial em aeronaves executivas até 2012; dobrar as exportações de helicópteros para América do Sul; e aumentar a produtividade nas aeropeças (Faturamento/Empregado/ano) para R$ 200 mil.
Situação atual: Grande parte da produção de aeronaves para o mercado civil é exportada e o mercado nacional de defesa é pequeno. Há baixa participação de empresas brasileiras no fornecimento para a cadeia produtiva e para o mercado aéreo nacional.
Gestão: MDIC
Celulose e Papel, Mineração e Siderurgia
Metas: Manter posição entre os cinco maiores produtores mundiais; e aumentar investimentos em P&D para 0,68% do faturamento (0,53% em 2005).
Situação atual: O mercado internacional está em expansão. Há investimentos em nova capacidade produtiva no País. Porte empresarial e investimento tecnológico inferior aos líderes internacionais, mas com acesso privilegiado a matérias-primas.
Gestão: MDIC/BNDES
Carnes
Metas: Exportar US$ 14 bilhões em 2010
Situação atual: O Brasil é o maior exportador mundial de proteína animal. O complexo Carnes é o segundo maior exportador do agronegócio brasileiro, ficando atrás somente da soja. As ameaças são as barreiras tarifárias e comerciais, sanitárias e socioambientais, a sanidade animal e infra-estrutura.
Gestor: MDIC
Programas para Fortalecer a Competitividade: São focados em sistemas, cadeias e complexos produtivos que geram efeitos de encadeamento sobre o conjunto da estrutura industrial com potencial exportador. Embora afetados por importações, esses complexos possuem potencial competitivo. Os programas contemplam os seguintes setores:
Complexo automotivo
Metas: Produzir 4 milhões de veículos em 2010 e 5,1 milhões em 2013; gastos em P&D de 2% do faturamento em 2010 e 2,5% em 2013; e exportação de 930 mil veículos em 2010.
Situação atual: Forte crescimento recente dos mercados interno e regional. Produção de 2,9 milhões de veículos em 2007, entre automóveis, ônibus e caminhões. Nível de utilização da capacidade industrial instalada próxima a 85%. Existe um acirramento da concorrência entre países por novos investimentos.
Gestão: MDIC
Bens de Capital sob Encomenda e Seriados
Metas: Bens de capital sob encomenda: aumentar gastos em P,D&I sobre o faturamento líquido de 0,55% para 0,80% em 2010; ampliar exportações para US$ 4,4 bilhões em 2010 (US$ 2,9 bilhões em 2007). BK seriados: investimentos de US$ 11,5 bilhões para 2008-2010; ampliar os gastos em P,D&I sobre o faturamento líquido de 1,32% para 2%; e ampliar as exportações de US$ 16,7 bilhões para US$ 22,3 bilhões em 2010.
Situação atual: Grande potencial de crescimento com os investimentos do PAC, a estimativa de ampliação do investimento fixo/PIB para 21% em 2010 e projetos de integração da infra-estrutura sul-americana. Há grande heterogeneidade intra-industrial, com baixo nível médio de eficiência.
Gestão: MDIC
Indústria Naval e Cabotagem
Metas: Aumentar o uso de navipeças nacionais de 65% para 85%; ampliar a participação da bandeira brasileira na marinha mercante mundial para 1%; e gerar mais 25 mil empregos na cadeia produtiva.
Situação atual: Demanda internacional por embarcações em forte aceleração, com gargalos de oferta e preços do frete em níveis recordes. A demanda interna está concentrada no setor de Petróleo e Gás, mas é baixa a utilização do modal aquaviário como meio de transporte. A frota brasileira representa apenas 0,6% da marinha mercante mundial. O País detém somente 0,1% da produção naval, empregando cerca de 22 mil pessoas.
Gestão: MDIC
Indústria Têxtil e de Confecções
Meta: Ampliar faturamento para US$ 41,6 bilhões em 2010, frente aos US$ 33 bilhões de 2006.
Situação atual: Mercado interno em expansão, apesar do déficit comercial registrado em 2006 após 5 anos de superávit. O Brasil tem competitividade no algodão e aumenta participação em sintéticos. É pequena a participação brasileira no comércio internacional (60º lugar). No Brasil, predomina pequenas empresas com baixa qualificação técnica e gerencial e há forte informalidade no setor de confecções.
Gestão: MDIC
Couro, Calçados e Artefatos
Metas: Conquistar a segunda posição na produção mundial de calçados; aumentar valor das exportações de couro acabado à taxa média de 10% ao ano; e conquistar a terceira posição na exportação de calçados.
Situação atual: Mercado interno em expansão. Ameaça à posição do Brasil como produtor e exportador pelo crescimento do sudeste asiático. MPEs despreparadas para customização de calçados e carentes de crédito. Brasil lidera as iniciativas para o estabelecimento de selo de conforto em calçados.
Gestão: MDIC
Madeira e Móveis
Metas: Crescimento médio de 15% a.a. nas vendas internas e de 7,5% a.a. nas exportações; ampliar o investimento em inovação e P&D para, respectivamente, 3% e 0,5% das vendas líquidas; e aumentar o consumo no mercado doméstico em 30%.
Situação atual: Deslocamento da produção mundial para países e regiões de baixo custo de produção. O Brasil responde por 3,2% da produção mundial (US$ 8,7 bilhões) e 1% das exportações mundiais (US$ 100 bilhões). Há pressões internacionais relacionadas à sustentabilidade econômica, social e ambiental da cadeia produtiva. O setor é composto majoritariamente por MPEs, em geral organizadas em APLs.
Gestão: MDIC
Sistema Agroindustrial
Metas: Ampliar as exportações do sistema agroindustrial em 25% até 2010; estabelecer normas socioambientais para os principais complexos agroindustriais; e apoiar cooperativas agroindustriais de MPEs no processo de gestão e inserção internacional.
Situação atual: As tendências mundiais são a valorização dos produtos orgânicos, a segmentação de mercados e as cadeias agrícolas comandadas por supermercados. O sistema agroindustrial brasileiro representa 28% do PIB, 36% das exportações e 37% dos empregos e detém a liderança mundial em produtos “commodities”. Fragilidades: altos custos de logística, infra-estrutura deficiente, dependência da importação de insumos estratégicos, sanidade vegetal e animal.
Gestão: MDIC
Biodiesel
Meta: Produção de 3,3 bilhões de litros de biodiesel.
Situação atual: Potencial para diversificação do cultivo de oleaginosas. Marcos legal e regulatório concluídos. Capacidade de produção superior à demanda doméstica. Exigências crescentes em relação a questões socioambientais. Indústria de bens de capital incipiente, com potencial de expansão.
Gestão: MDIC
Construção civil
Metas: Aumentar a produtividade em 50% e reduzir perdas em 50% até 2010.
Situação atual: Mercado brasileiro em forte expansão, com empresas de construção entrando no mercado de capitais. Presença significativa de mercado informal e baixa qualificação de mão-de-obra. Há grande déficit habitacional para famílias de baixa renda.
Gestão: MDIC
Complexo de serviços – Transportes, Viagens e Turismo, Engenharia e Construção, Seguro e Finanças, Comunicações
Metas: Ampliar as exportações do complexo de serviços para 1% do comércio mundial de serviços, ou US$ 39,5 bilhões em 2010; e capacitar cinco mil empresários em exportação de serviços até 2010.
Situação atual: Déficit comercial persistente e concentração das exportações brasileiras em poucas empresas, segmentos do complexo e mercados de destino. Competitividade no setor de serviços de construção e engenharia.
Gestão: MDIC
Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos
Metas: US$ 700 milhões de exportações em 2010 (crescimento médio anual de 10%).
Situação atual: Terceiro mercado consumidor mundial, liderado pelos Estados Unidos e Japão. Grande concentração de empresas de pequeno porte, com gargalos de gestão e tecnologia. Áreas com maior potencial de inovação: cuidado dos cabelos e da pele. Há necessidade de ajuste do marco legal e regulatório.
Gestão: MDIC
Plásticos
Metas: US$ 2,2 bilhões em exportação de produtos transformados plásticos em 2010, ante US$ 1,1 bilhão em 2006.
Situação atual: Consolidação da indústria mundial, principalmente na 1ª e 2ª gerações. Diversificação de fontes de matérias-primas, com destaque para as renováveis. Transformados plásticos no Brasil: 8.844 empresas (94% MPEs), com 266 mil empregos. Aumento da oferta de resinas no mercado brasileiro, com alto grau de exportação e parque industrial com aproximadamente 40% dos equipamentos com vida útil superior a 10 anos.
Gestão: MDIC.
MDIC realiza Fórum de Competitividade da Biotecnologia em Minas Gerais
Durante as atividades da Feira Nacional de Tecnologia, os grupos do Fórum debaterão ações do setor
Miguel Jorge participa de fórum sobre a cadeia produtiva do milho
Ministro participou de fórum, no Rio Grande do Sul, que discutiu agregação de valor à cadeia e destacou potenciais do setor no mercado interno e externo
Miguel Jorge participa de fórum sobre a cadeia produtiva do milho
Ministro participou de fórum, no Rio Grande do Sul, que discutiu agregação de valor à cadeia e destacou potenciais do setor no mercado interno e externo