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Política de Desenvolvimento Produtivo - PDP

Objetivos

Abrangência e níveis da Política

Esta Política de Desenvolvimento Produtivo, também, buscou avançar em relação à PITCE no que se refere à abrangência das iniciativas e programas que lhe dão corpo, avanços que se projetam em três direções.

Primeiro, na definição de um conjunto de novas iniciativas direcionadas ao enfrentamento de restrições de Nível Sistêmico – isto é, relativas a condições de competitividade que ultrapassam o nível da empresa e do setor –, privilegiando-se, neste âmbito, medidas com incidência direta sobre o desempenho da estrutura produtiva, especialmente nos planos fiscal-tributário, do financiamento ao investimento e à inovação, e da segurança jurídica.

Segundo, na eleição de Destaques Estratégicos, isto é, temas de política pública que não têm dimensão sistêmica ou setorial, e que foram escolhidos, deliberadamente, como objeto de programas específicos, por sua importância para a construção de bases sólidas para o desenvolvimento produtivo do País no longo prazo.

São cinco os Destaques Estratégicos desta Política de Desenvolvimento Produtivo: o Fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas, a Expansão das

Objetivo central da política
Dar sustentabilidade do atual ciclo de expansão
Desafios
Ampliar capacidade de oferta
Preservar robustez do Balanço de Pagamentos
Elevar capacidade de inovação
Fortalecer MPES
Metas
Macrometas 2010
Aumento da taxa de investimento
Ampliação da participação das exportações brasileiras no comércio mundial
Elevação do dispêndio provado em P&D
Ampliação do número de MPEs exportadoras
Metas por programas específicos
Políticas em 3 níveis
Ações Sistêmicas: focadas em fatores geradores de externalidades positivas para o conjunto da estrutura produtiva
Destaques Estratégicos: temas da política pública escolhidos deliberadamente em razão de sua importância para o desenvolvimento produtivo do Pais no longo prazo
Programas Estruturais para sistemas produtivos: orientados por objetivos estratégicos tento por referência diversidade da estrutura produtiva doméstica

Exportações, a Integração Produtiva com a América Latina e com a África, a Regionalização, ou descentralização espacial da produção no País e a Produção Ambientalmente Sustentável.

T erceiro, na mudança de abordagem em relação ao universo de sistemas produtivos (setores, cadeias, segmentos e complexos produtivos) a serem contemplados pela Política, substituindo-se a definição de um conjunto fixo e limitado de setores-alvo, por uma perspectiva inclusiva que dialoga, de forma focalizada, com a diversidade da estrutura produtiva doméstica. Dessa opção, deriva a elaboração de um leque amplo de Programas Estruturantes para Sistemas Produtivos.

Quatro fatores justificam essa mudança de abordagem. O principal, de natureza substantiva, é o entendimento de que a dinâmica atual da economia mundial, marcada por mudanças tecnológicas intensas, tem introduzido dificuldades crescentes para delimitar fronteiras claras entre atividades econômicas, tornando problemática a eleição de setores prioritários.

Um segundo fator decorre da diversidade e complexidade da matriz produtiva doméstica. Na medida em que o Brasil tem um mercado interno de grandes dimensões e em expansão, e conta com muitas possibilidades de ampliação da sua inserção internacional, uma eventual seleção de sistemas produtivos pode levar ao sub-aproveitamento de oportunidades, tanto interna quanto externamente. Em contrapartida, a opção por fortalecer a diversidade, combinando iniciativas em diferentes sistemas produtivos e explorando suas articulações e complementaridades, tende a potencializar os impactos da Política.

Um terceiro fator deriva da concepção de política industrial que informa a elaboração desta PDP, segundo a qual o conjunto de ações direcionado a cada sistema produtivo deve ser desenhado de acordo com sua lógica de funcionamento e estágio de desenvolvimento, mobilizando-se os instrumentos disponíveis conforme as necessidades e especificidades dos diversos sistemas. Nesses termos, ampliar o escopo de sistemas produtivos potencialmente beneficiários da política adquire viabilidade, pela construção de uma política de geometria variada, no bojo da qual a intensidade de uso de cada instrumento ajusta-se às diversas realidades produtivas.

Um quarto fator que fundamenta essa mudança de perspectiva, finalmente, decorre da própria conjuntura atual, em particular no que se refere à oportunidade – possibilitada pela dinâmica de expansão da economia e pelo quadro de robustez fiscal – de combinar a desoneração de investimentos em atividades com maior impacto para o conjunto da economia brasileira com a mobilização de volumes ampliados de recursos a custos competitivos, por intermédio das principais agências públicas de financiamento.


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